29
dez
09

Estudo de caso sobre a Nestlé

Ao se observar que Gonçalves levou em consideração as deficiências existentes na empresa, assim que assumiu a presidência deixou explicito isso, e promoveu mudanças que proporcionaram ganhos de sinergia. Bem como aumento da velocidade das informações necessárias para que a organização viesse a entender melhor o ambiente no qual estava inserida, e se adequar a ele, não se pode dizer então que a hipótese B do estudo de caso esteja correta.

Em relação à hipótese C, a Nestlé atua em várias áreas, havendo a necessidade de oferecer produtos inovadores em cada uma delas, e não só um produto, mas alguns para fazer frente à concorrência. Conseguiu também chegar a uma diferença de preço, tida, por muitos especialistas, como aceitável para que uma grande marca continuasse líder.

Além do fato de que, a tendência era que o mercado exigisse cada vez mais inovação. A empresa poderia enfrentar, como enfrentou, a concorrência baixando os preços, através da redução de custos e de lucros, mas, inovação não é algo que se consegue do dia para a noite, sendo, assim, necessário um planejamento para médio e longo prazo.

Já analisando a hipótese A, pode-se dizer que o diagnóstico feito por Gonçalves, assim como as medidas por ele adotadas foram corretas. Uma vez que, embora os consumidores tivessem dando extrema importância aos preços, os concorrentes da Nestlé ofereciam produtos baratos, mas também, inovadores, e tinham estruturas ágeis, devido, em grande parte, ao fato de serem empresas menores.

Para que pudesse recuperar o mercado, a organização teria que continuar a oferecer os produtos com a qualidade que já oferecia, porém, a preços mais baixos e com inovações. Ele conseguiu baixar os preços cortando custos e reduzindo os lucros, além de estender suas marcas fortes para outros produtos, possibilitando a redução de etapas de publicidade e deslocar a maior parte da verba para anúncios de promoções. E, ao tornar a comunicação mais ágil e a estrutura mais flexível, aliado a isso, dando mais autonomia aos subordinados, conseguiu fazer com que fossem lançados 95 novos produtos somente em 1999.

Todos esses fatores fizeram com que a empresa se tornasse competitiva e capaz de recuperar parte do mercado perdido, já que com produtos inovadores e menor diferença de preço entre os produtos Nestlé e os oferecidos pelos concorrentes, dariam suporte para que a empresa tivesse vantagem ao serem comparadas as marcas. Porém, os problemas econômicos iniciados em 1998 e agravados em 1999 fizeram com que a preferência dos consumidores se concentrasse mais em relação aos preços.

Tudo isso pode ser resumido em apenas uma frase, “os resultados mostram como um mercado nervoso pode complicar a vida de uma empresa como a Nestlé”, exposta na matéria “Ele vende até picolé para pingüim”, da revista EXAME de 15 de Dezembro de 1999.


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