29
dez
09

MARKETING RELIGIOSO

Por: Adeilton de Sousa, Claudiano Brito, Fabiana Alencar, Francisco Trajano, Gislayne Feitosa, Jankley Soares, Kaline Batista, Kennel Paulino

A religião é algo de extrema importância para a humanidade. A manifestação de crença em forças sobrenaturais é prática comum e de extremo valor para os indivíduos. As pessoas buscam e necessitam de um sentido para a sua existência. Ao longo do tempo, porém, a forma de tratar assuntos religiosos mudou para se adequar ao ambiente em questão.

Por causa dessa necessidade das pessoas encontrarem sentido para suas vidas e de alcançarem paz espiritual, foi que surgiram vários segmentos religiosos, com intuito de ir de encontro com a necessidade espiritual das pessoas. A partir disso, a disputa por novos fiéis, e para manter os já existentes, passou a ser ferrenha.

Em tempos em que não havia nada que contestasse a religião, e poucos recursos a serem explorados a fim de difundir tal crença, como no caso da Antiguidade e Idade Média, as entidades utilizavam basicamente o boca a boca e o uso da retórica para espalhar sua doutrina. E, nestes tempos, havia íntima relação das entidades religiosas com o Estado. Por estes fatores, ocorria a centralização da informação e mudanças lentas na sociedade.

Contudo, quando a religião Católica passou a enfrentar concorrência da argumentação científica e difusão das demais religiões, acentuadas com o advento da liberdade religiosa, seja por discursar a favor de uma outra religião, seja por expor sua descrença em relação a tais entidades. Aliado a isto, a ocorrência de uma maior globalização, trazida pelo advento dos meios de comunicação que, embora ainda tenham parcialidade, mesmo que velada, dos donos de tais meios, junto a internet, que veio para descentralizar o poder de informar, fez com que fosse possível, e cada vez mais necessário, o uso das demais ferramentas do Marketing.

No Brasil esta competitividade é ainda mais acirrada, uma vez que há uma liberdade muito grande para se criar uma religião. Para sobreviver e crescer, num ambiente assim, as religiões, como a católica e protestante, passaram a ter canais de TV para expor suas doutrinas. No canal Canção Nova, por exemplo, não só o catolicismo é difundido através da fé, mas, também, há venda de produtos e serviços ligados a tal religião. Desta forma, há manutenção e aumento de seguidores e maior quantidade de dinheiro para manter a comunidade.

Por outro lado, a TV Record, por exemplo, não trata exclusivamente da religião. O fato de Edir Macedo ser o líder religioso da Igreja Universal e dono da emissora de TV faz com que tanto o lado empresarial quanto religioso sejam atacados. Visto que há concorrência por parte da audiência de programas ligados a temas mundanos, como filmes, novelas e demais programas de vários gêneros, ou pelo campo religioso. Assim, abre espaço para que tanto emissoras quanto religiões ataquem o canal televisivo. E, com isso, coloca os interesses empresariais e religiosos sob pesadas denúncias que, sendo comprovado o fato ou não, prejudicam a imagem, tanto da religião como da empresa.

Todavia, essa relação de negócios e religião acaba por abrir espaço para que haja sinergia, devido ao fato de que tal religião prega a prosperidade espiritual e financeira dos seus seguidores. E, como a maioria dos relatos é feito por seguidores que testemunham a prosperidade, também, financeira após a conversão, tem certo poder de atração sobre aqueles que visem o enriquecimento.

Outro fator importante é a identificação das necessidades dos fiéis em potencial, e adequação do que lhes é “vendido”. Então, assim como nos tempos em que a concorrência entre as empresas industriais e comerciais era pequena, e resultava numa atitude de imposição ao mercado do que ele deveria consumir, isso também acontecia com as entidades clericais. Por outro lado, da mesma forma em que a competitividade empresarial fez com que as organizações passassem a buscar adequar suas ações às necessidades de cada consumidor, isto também ocorreu, e ocorre, nas “corporações da fé”.

Diante do exposto, percebe-se que as estratégias de marketing são importantes não apenas nas práticas empresarias, mas também, e mais do que nunca, no universo das religiões.


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