07
jan
12

A importância dos valores nas organizações

Há muito se ouve falar em valores, seja valor monetário ou normas de comportamento, tidos como desejáveis dentro de uma organização. Por sua vez, organizações, embora seja um termo empregado largamente no mundo dos negócios, não é algo exclusivo às empresas. Existe, também, a organização familiar, por exemplo, dentre outras.  E seus membros têm um conjunto de normas que orientam como eles devem se comportar. Quanto maior a organização, maior a necessidade de seus valores serem difundidos entre seus integrantes. Visto que o tamanho da empresa dificulta o acompanhamento, de perto, por parte dos líderes, para com os seus subordinados. Isto por causa de outro fator importante, o enxugamento da estrutura organizacional. Processo que fizera com que as grandes empresas diminuíssem a quantidade de executivos no seu quadro de profissionais. Acarretando na necessidade de grupos que gerenciem a si mesmo, os chamados grupos auto geridos. São pois, os valores, que tornam os membros unidos. E a união é algo crucial para o desenvolvimento da empresa. A própria Bíblia relata isso na passagem em que Jesus diz que nenhum reino dividido pode sobreviver. Na história mundial isso é percebido com maior facilidade, tome-se como exemplo o Império Romano, seu tamanho era tão notável que inspirou a frase que dizia: “O sol não se põe no Império Romano”. Isto porque, devido ao seu tamanho, quando o sol se punha numa parte de suas terras, nascia em outra. Todavia, dentre outros fatores, as brigas internas, ocasionadas pela ambição dos Generais para aumentar o seu poder, fizeram com que este Império se enfraquecesse e fosse possível ser derrotado pelos Bárbaros. Neste caso, os interesses pessoais, dos generais, foi colocado a frente dos interesses coletivos, do Império. O que pode ser observado em muitas empresas em que o proprietário, ou executivo, considera mais os seus interesses que os da empresa que representa. Nas famílias,  se tem notícias de filhos que matam os pais pelo dinheiro. Casos que chocaram o país e que têm, como algumas das causas, o fato de os pais terem se ausentado durante a criação deles, pois, tinham como objetivo enriquecer para dar melhores condições financeiras aos filhos. Na busca de amenizar esta ausência, muitos deram presentes caros aos filhos e se descuidaram de impor limites. Mas, a educação e afeto, duas das coisas mais essenciais à vida do ser humano, eles não puderam demonstrar e nem dar.  Assim, essas crianças cresceram vendo no dinheiro, e em tudo o que ele pode comprar, a razão  da sua felicidade. E, infelizmente, em alguns casos, vêem os pais, como o único obstáculo entre todo o dinheiro que seus pais possuem e eles. E, por isso, acabaram por os assassinar. Já em relação a algumas empresas, o resultado financeiro é colocado acima de qualquer coisa. Dessa forma, os seus membros passam a crer que podem fazer o que quiserem para realizar uma venda e, com isso, obter dinheiro para a organização. Para piorar, o individuo passa a julgar que pode fazer o que quiser para se promover dentro da empresa. Minando com suas ações de má fé o relacionamento para com seus parceiros de trabalho e, consequentemente, dividindo a organização. O cliente, lesado, passa a ver não só o vendedor, mas, aquilo que ele representa, a empresa, como algo de valor desprezível. Dessa forma, em vez de a organização adquirir clientes fieis e, assim, obter lucro, passa a perder clientes e dinheiro. Nada comprova mais a importância da credibilidade da empresa que o valor da marca. Tome-se como exemplo a Coca-Cola, em que, somente sua marca, tem maior valor que todas as máquinas, equipamentos, imóveis e contas a receber que a empresa possui. Outro problema acarretado por valores errados é o culto cego ao passado. Aquela mentalidade de que, se a empresa cresceu e enriqueceu durante vários anos praticando determinadas ações, acontecerá assim sempre. Um caso notório, dentre vários, é o da Kodak, empresa que liderou por anos o mercado de fotografias. Esta empresa criou a câmera digital. Mas, esta câmera faria com que o mercado de filmes fotográficos fosse extinto. Então, para os executivos desta empresa, o mercado que lideraram e que era financeiramente atraente, não poderia ser extinto. Consequentemente, não investiram para o desenvolvimento das câmeras digitais. Por outro lado, suas concorrentes investiram e, com o tempo, acabaram por tornar o mercado de filmes fotográficos irrelevante. Então, seus executivos, passaram a fazer com que a empresa investisse nas câmeras digitais. Entretanto, já estavam muito atrasados em relação à concorrência. Então, a empresa passou a ser forçada a vender muitos imóveis que possuía para ter capital para mais investimentos. Mas, ao que parece, já era tarde demais. Recentemente passou a correr boatos de que a empresa entrou em processo de falência. Da mesma forma, ainda se tomando como exemplo o Império Romano, ao contrário do que a sabedoria popular e, até mesmo, muitos estudiosos creem,  o motor não foi criado na Inglaterra. O primeiro registro de um motor que se tem notícia data do tempo do Império Romano. Entretanto, como a economia romara cresceu drasticamente por décadas, se não séculos, apoiada no trabalho escravo, para eles, não se justificava mudar a base da produção escravagista para a produção com base em motores. Séculos depois, tempo em que tal Império já tivera virado cinzas, a Inglaterra, e sua Revolução Industrial, tornou este país a maior potência econômica mundial. Tais fatos, dentre outros, tornam concreto o pensamento de Prahalad ao afirmar que, “em cinco anos, metade do que sabemos será tóxico. A questão é saber que metade esquecer.” Isso faz com que a crença de que a única coisa importante num empresário, executivo ou funcionário é a experiência, prática, seja posta por terra. O que pode ser particularmente verdade, no caso de trabalhadores manuais. Como um montador de móveis, pedreiro, montador, etc. Entretanto, mesmo nesses casos, se o trabalhador for resistente ao uso de máquinas que venham a lhe ajudar a ser mais eficiente, ele perderá significativamente a concorrência em relação aqueles que aprenderam a usar tais ferramentas. Do mesmo ocorre com o trabalhador intelectual, como o gerente, por exemplo, se as condições de mercado que fizeram suas práticas lhes render muito dinheiro mudarem, e ele persistir em não observar as mudanças e se adequar a elas, suas ações, embora tenham o tornado uma pessoa de sucesso, poderão vir a fazê-lo fracassar. Assim, pode-se concluir que valores oportunos são aqueles que tornam a organização unida, em busca de um mesmo objetivo, de forma ética e adequada às necessidades e imperativos do mercado em que ela está inserida.


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